quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Onde foi que se perdeu 


Cadê aquele seu sorriso moça, que por onde passava, estonteava as pessoas...

Suas olheiras (que sempre existiram) estão mais escuras e fundas. Seu olhar entristeceu.

Onde está toda aquela alegria que por onde passava encantava todos.

Sua risada era alta e fazia todos rirem contigo. Hoje quase não se ver rir, quem dirá ouvir uma gargalhada.

Muita coisa mudou, eu sei. 

Teus ombros não tem aguentado o peso desse mundo... Mas te peço que nunca esqueça de toda beleza desse grande e pesado mundo.

sábado, 21 de outubro de 2017

Me acostumei

 
Me acostumei com os silêncios ensurdecedores.
Me acostumei com a casa vazia.
Me acostumei com frases secas e curtas.
Me acostumei com conversas vazias e egos inflados.
Me acostumei com a casa cheia de gente vazia.
Me acostumei com a distância.
Me acostumei com depois e o depois nunca chegava.
Me acostumei com choro entalado, com o grito contido.
Me acostumei com a rotina.
Me acostumei com a inércia.
Me acostumei com as paredes, com o teto, com os quadros, me acostumei com o que não era meu.
Me acostumei a ser apoio, alicerce das pessoas que não eram as minhas.
Me acostumei com tanta coisa que não devia me acostumar...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

"Escreve o que tá sentindo"

Quando não tens um lugar para chamar de lar. Para onde ir? Quando a crise bate e ao seu redor parece não ter onde se apoiar. Onde deitar seu corpo pra descansar?

Está tudo revirado, desde o meu quarto, minha mente a minha vida... 

Lembro-me que a um ano atras tudo estava em paz. Posso ver a gente olhando pela sacada sem se preocupar com muita coisa. Era meio frio, o sol não batia desse lado do apartamento, mas a vista era de encher os olhos. Ah, saudades.

O que houve com a gente? Como chegamos aqui? 

Como lidar com o que não conhecemos? Quando sua mente e as coisas ao seu redor parecem ser conduzidos por "magia" 

SOS, eu quero descer.









domingo, 30 de julho de 2017

Isso é sobre meu Pai



Pessoa mais parecida comigo e ao mesmo tempo tão diferente.

Sempre esteve presente na minha vida, apesar de uns intervalos onde a vida tomou outros cursos...

Quando era mais nova eu tinha um herói, na adolescência tive um traidor e hoje tenho um amigo.

Falo amigo, por ele ter todas as características de um.

Ele me irrita, não concordo com muitas das ideologias dele, ele cometeu muitos erros, mas por amar muito ele eu o perdoei, como fazem os amigos. Hoje consigo entender melhor ele. Percebi que temos muitas coisas em comum, afinal ele é meu Pai. 

Somos dois beberrões, às vezes ou quase sempre grossos e ignorantes, chorões, carentes, muito carentes, amigos para toda a hora e lugar e donos de uma vontade absurda de abraçar o mundo todo. 

A gente se doa demais, liga, corre atrás, se importa... Tudo porque queríamos isso de volta, esperamos sempre isso das pessoas. E aí que sofremos, nos frustramos, chegamos ao ápice da nossa carência. 

A vida não é assim e nem poderia ser. A reciprocidade não vem de todos, mas vem das pessoas certas e isso basta. Demoramos pra entender isso, mas a gente junto vai bem.

Nossas vidas sempre tomam rumos diferentes, mas sempre damos um jeito de se trombar por aí, tomar uma cerveja e falar sobre nostalgia e do quando sentimos saudade do que ainda não vivemos. 

Me dói quase sempre essa distância. Penso que poderia ter sido diferente, a vida, tudo. 

Mas me contento com o hoje. Me contento em tê-lo por perto por alguns dias e depois cada um seguir sua vida. Por que sei que sempre estaremos em sintonia, cuidando um do outro mesmo que de longe.

  


Meu grande amigo, Pai.